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Ponto de ativação no complexo eólico chafariz, Santa Luzia - PB, 2024.

 

Construo uma ativação espiritual em espiral nas terras exploradas pela monocultura de energia. As pedras que foram arrancadas do solo caatingueiro por máquinas para a implantação das torres eólicas, são coletadas e alinhadas como um rezo. Continuo meu ritual de tentar deixar embaixo de cada aerogerador um símbolo de regeneração de cura.

Fotos por João Karirí.

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Instrumento de proteção, 2023.

A performance consiste na construção coletiva de um círculo de terra com 2 metros de diâmetro, envolvendo o público a fazer parte, acompanhada por sons de aerogeradores das usinas eólicas. O gesto simboliza a necessidade da coletividade pela conservação da Caatinga, que vem se tornando zona de sacrifício para a implantação centralizada de energias renováveis. Após essa interação inicial, continuo sozinha, compondo um novo círculo com carvão, raízes de jurema e o tronco de um Mulungu que foi arrancado por uma das empresas. A performance se encerra com a distribuição de sementes dessa mesma árvore, sagrada e medicinal para o povo caatingueiro – uma vez que vêm sendo aniquilada para a implantação de monocultura de energia – e o uso ritualístico de chocalhos, representando a proteção espiritual e a resistência das entidades da caatinga diante das agressões humanas ao território.

Fotos por Thercles Silva. 

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Antropofagia caatingueira, 2025

"Antropofagia Caatingueira" é um gesto poético de integração com o bioma do semiárido. A performance propõe nutrir-se da Caatinga e ser, ao mesmo tempo, consumida por ela, é um gesto de enraizamento, tratando-se de uma antropofagia invertida: não o consumo do outro como forma de dominação, mas a entrega ao outro como forma de integração. 

Partindo da inquietação pela ideia modernista da antropofagia como reexistência cultural, este trabalho reposiciona o centro do debate: se antes devorávamos o estrangeiro para afirmar o "Brasil profundo", agora nos alimentamos do que vem de dentro, a devorar o Nordeste invisibilizado — o semiárido, o sertão, os saberes ancestrais e os modos de vida dos povos caatingueiros que a lógica colonial tentou apagar.

"Antropofagia Caatingueira" é, portanto, ato político de reterritorialização, rito estético e vivência de diálogo interespécie. É resistência poética à monocultura, ao extrativismo e à ideia de que só há vida onde há abundância de água. A Caatinga nos ensina a conviver em fases cíclicas e a florescer na estiagem como as craibeiras. Ela não é ausência, é a presença manifestada e ornamentada. É a mãe que sustenta em solo sagrado.

E assim, ao performar essa antropofagia, o corpo não consome a Caatinga — ele é consumido por ela. E renasce caatingueiro. 

Fotos por Rafael Salú.

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Faço um rezo para firmar.

Ponto de Ativação no complexo eólico Canoas, 2024.

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Ponto de ativação, 2023

Com elementos orgânicos das matas da Caatinga, crio um espaço ritualístico em ambientes distantes desse bioma para invocar a espiritualidade caatingueira, e assim abrir um ponto de ativação de proteção, para que nossas preces sejam ouvidas.

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Aqui tem mulher-sertão, 2020

Performance realizada na capital paraibana com o objetivo de discutir a invisibilidade das mulheres artistas sertanejas nas galerias e instituições de arte. Durante o ato ritualístico-performativo, repito insistentemente os nomes das minhas avós, mãe e tias, fazendo-os ecoar dentro da galeria de arte — símbolo de tantos outros espaços que elas não tiveram a oportunidade de conhecer — como forma de evocar suas presenças nesses ambientes historicamente excludentes.

Fotos por Marla Melo.

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Mundo de plástico, 2021

Foto por Kant Rafael.

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O Futuro será Cinzas, 2019

Foto por Ana Ribeiro.

Yasmin Formiga 

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