Graduada em Artes Visuais pela Universidade Federal da Paraíba, Yasmin Formiga é artista visual, educadora e ativista ambiental. Sua produção debate questões socioambientais e territoriais ligadas ao bioma Caatinga, exclusivo da região Nordeste do Brasil. Em sua pesquisa mais recente, a artista investiga e denuncia as contradições e os impactos provocados pela monocultura das chamadas energias renováveis — como usinas eólicas e solares — que vêm sendo implantadas no sertão nordestino como formas de neocolonialismo contemporâneo e apropriação territorial.
A partir desse contexto, Yasmin propõe diálogos interespécies, experiências de comunhão com o semiárido e práticas de pertencimento, refletindo sobre outras formas de habitar e cuidar do território. Ao desmistificar a visão estigmatizada da Caatinga como um lugar inóspito e sem vida, convida-nos a desenvolver um olhar mais sensível, político e comprometido com a valorização desse bioma historicamente explorado e invisibilizado.
Sua prática artística emerge do contato direto com a matéria orgânica. É a partir desse insumo que a artista realiza performances-instalações, obras de land art, objetos de memória, bandeiras e pinturas voltadas à conscientização ambiental, evocando uma cosmovisão caatingueira enraizada no território, nos saberes ancestrais e na resistência.
Em 2018 realizou sua primeira exposição individual Em Síntese (Casa da Pólvora - PB), em 2021 participou da Bienal de Arte Contemporânea do Sesc Paraíba, onde recebeu Prêmio de Aquisição. No ano seguinte realiza sua segunda exposição individual, “É tudo concreto?” (Sesc Cabo Branco, PB), e em 2023 sua terceira exposição individual, intitulada Anunciação (Galeria Archidy Picado, PB). Esteve presente ainda no ano de 2023 em algumas exposições coletivas, como Certos Pontos Incomuns: Artistas Mulheres da Paraíba (Centro Cultural São Francisco, PB), e a VI Bienal Internacional do Sertão (CCBNB, CE). No ano de 2024, expôs na ArtPE, pela Arte Plural Galeria, e da exposição coletiva Impermanência da Paisagem, na (Galeria Capibaribe - PE), tendo em 2025 a sua primeira indicação ao Prêmio Pipa.